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Prestes a completa 93 anos, Anna Bella Geiger inaugura nova exposição em que reconfigura registros da Lua

Apr 3, 2026 IDOPRESS
‘Lunar IV.’ Em série dos anos 1970,Anna Bella Geiger reconfigura registros do satélite — Foto: Divulgação

‘Lunar IV.’ Em série dos anos 1970,Anna Bella Geiger reconfigura registros do satélite — Foto: Divulgação

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GERADO EM: 02/04/2026 - 17:31

Anna Bella Geiger celebra 93 anos com nova exposição no Rio

Anna Bella Geiger,prestes a completar 93 anos,inaugura a exposição "Como vender a Lua" na galeria Danielian,no Rio. A mostra reconfigura imagens da Lua capturadas pela missão Apollo 11 da NASA,explorando temas como política,memória e identidade. A curadoria,assinada por Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto,destaca a relevância e inovação contínua da artista,comparando-a a um "farol luminoso" de saberes.

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Por força do acaso (ou dos astros,vá saber),Anna Bella Geiger inaugurou a exposição “Como vender a Lua” no dia anterior ao lançamento da tripulação Artemis II — com astronautas da Nasa,a agência espacial americana — em direção ao satélite natural da Terra. Em cartaz até o dia 30 na galeria Danielian,na Gávea,na Zona Sul do Rio de Janeiro,a mostra reúne obras criadas pela artista plástica na década de 1970 a partir de fotografias do solo lunar realizadas pela Nasa em 1969,na missão Apollo 11.

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Ao reconfigurar a fria cartografia do espaço — imagens de crateras e relevos rochosos —,Anna Bella põe em órbita questões abrangentes relacionadas a política,memória e identidade. Prestes a completar 93 anos,amanhã,a artista segue antenadíssima com esses temas,como enfatiza Marcus de Lontra Costa,que assina a curadoria da mostra ao lado de Rafael Fortes Peixoto.

— Ao se apropriar das primeiras imagens da presença humana fora do “território terrestre”,Anna Bella Geiger cria e edita novas relações imagéticas de caráter absolutamente inovador,provocando ideias que ainda hoje são atuais como centro/periferia ou ação/reflexão — analisa Costa. — Com encantamento e paixão,trazemos um segmento essencial dessa grande artista internacional. A partir dessas séries,e ainda hoje,Anna é um farol luminoso que atravessa e projeta saberes por terras,mares e céu. (Gustavo Cunha)